INSCRIÇÕES

Encontra-se disponível NESTE LINK o formulário de inscrição do evento, de preenchimento obrigatório para os inscritos em todas as modalidades – ouvintes, participantes de minicursos e apresentadores de trabalho.

Lembramos que o prazo para submissão de resumos para compor os STs é até 15 de junho de 2015 e que as vagas em minicursos são limitadas.

Informações sobre valores de inscrição estão no próprio formulário.

Se algum houver algum problema com sua inscrição ou persistir alguma dúvida, escreva-nos! O e-mail da XX Semana é aescravidaoeosnovosmundos@gmail.com.

Minicursos da XX Semana

Serão 4 os minicursos ministrados em nosso evento:

  • Introdução a alguns princípios teórico-metodológicos em História Atlântica
  • Marxismo Latino-americano e o pensamento de José Carlos Mariátegui
  • O espaço ibero-americano sob a vigilância inquisitorial e episcopal: Religião e Religiosidade na América portuguesa (XVI-XIX)
  • Os Periódicos e a História no Brasil Oitocentista

Todos os cursos serão oferecidos pela manhã, em horários coincidentes, o que indica que será possível participar de apenas um deles. As vagas são limitadas e, conforme forem se esgotando, avisaremos por nossas mídias.

Confira mais informações sobre cada um deles:

Minicurso 1 – Introdução a alguns princípios teórico-metodológicos em História Atlântica

Responsável: Profa. Dra. Denise A Soares de Moura (Universidade Estadual Paulista – UNESP/campus Franca)

Este curso tem o objetivo de introduzir o ouvinte em alguns princípios teórico-metodológicos da História Atlântica. Inquirir a história das civilizações a partir dos fluxos oceânicos foi um exercício intelectual realizado pioneiramente por alguns historiadores europeus.  Contudo, a história atlântica se consolidou como forma de abordagem e disciplina a partir de 1970 no meio acadêmico norte-americana.  Alguns princípios pregados e em certa medida aplicados por experiências investigativas e analíticas desta corrente teórico-metodológica serão apresentados neste mini curso, tais como a des-territorialização na formulação de temas, o oceano como força de influência nos processos históricos e a valorização das ilhas como berço e mediador das civilizações atlânticas.  As aulas serão expositivas e estarão fundamentadas em material cartográfico e bibliográfico.

Aula 1: história de uma forma de investigação e abordagem histórica

Aula 2: Mudanças do local de observação: fazer história a partir de uma perspectiva oceânica

Aula 3: A valorização dos arquipélagos na definição de temas e análise histórica

Bibliografia

Livros

BRAUDEL, Fernand. O mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Filipe II. Publicações D. Quixote, 1983, 2v.

BAILYN, Bernard. Atlantic history: concept and contours. Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 2005.

____ & Denault, Patricia L. Soundings in Atlantic History: latent structures and intellectual currents, 1500-1830. Massachusetts, Harvard University Press, 2009,

FISCHER, Steven Roger. Ilhas: de Atlântida a Zanzibar. São Paulo, Editora UNESP, 2014.

GAMES, Alison (org). The Atlantic world: a History, 1400-1888. Illinois, Harlan Davidson, Inc. 2007.

GREENE Jack P. and MORGAN, Philip D. Atlantic History: a critical appraisal. Oxford, University Press, 2009.

GODECHOT, Jacques. Histoire de l´Atlantique. Bordas, 1947.

KUPPERMAN, Karen Ordahl. The Atlantic in world history. New York, Oxford University Press, 2012.

RUSSELL-WOOD, John. Um mundo em movimento: os portugueses na África, Ásia e América (1415-1808), Lisboa, Difel, 1998.

SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Atlântico: a história de um oceano. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2013.

WINCHESTER, Simon. Atlântico. São Paulo, Companhia das Letras, 2012.

 

Artigos

GAMES, Alison. Atlantic History: definitions, challenges and opportunities. The American Historical Review. 111 (3), Jun. 2006, pp. 741-757.

BAILYN, Bernard. The idea of Atlantic History. Itinerario. V. 20, issue 01, março de 1996, pp. 19-44.

____. Atlantic history: concept and contours. Cambridge, Massachussetts, Harvard University Press, 2005.

BENTLEY, Jerry. Seas and ocean basins as frameworks of historical analysis. Geographical Review, 89 (2), April 1999: 215-224.

STEINBERG, Philip E. Of other seas: metaphors and materialities in maritime regions. Atlantic Studies. 10:2, 156-169, 2013.

 

Minicurso 2 – Marxismo Latino-americano e o pensamento de José Carlos Mariátegui.

Responsável: Prof. Dr. Marcos Sorrilha Pinheiro (Universidade Estadual Paulista – UNESP/campus Franca)

A América Latina se configura como um terreno fértil para o desenvolvimento do marxismo e de suas tradições desde os primórdios do século XX. Inevitavelmente, a necessidade de se adaptar às peculiaridades do subcontinente resultou no surgimento de novas interpretações dentro de seu ideário. Este minicurso buscará apresentar um pouco da história do marxismo na América Latina, compreendendo suas fases, desde a chegada até os momentos atuais. Entretanto, dará especial atenção ao pensamento de José Carlos Mariátegui, intelectual peruano da década de 1920, que, para muitos, foi o responsável pelo primeiro movimento de “nacionalização” do marxismo à América Latina. Muito mais do que um tradutor, Mariátegui teria sido responsável pela elaboração de um marxismo legitimamente latino-americano.

Palavras-chave: Marxismo – América Latina – José Carlos Mariátegui.

 

Minicurso 3 – O espaço ibero-americano sob a vigilância inquisitorial e episcopal: Religião e Religiosidade na América portuguesa (XVI-XIX)

Responsáveis: Prof. Dr. Angelo Adriano Faria de Assis [Universidade Federal de Viçosa (UFV)], Prof. Ms. Marcus Vinícius Reis [Doutorando, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)], Prof. Dr. Yllan de Mattos [Universidade Estadual Paulista (UNESP)]

A proposta deste Minicurso preza pela importância do intercâmbio acadêmico interdisciplinar já presente na historiografia e nos debates sobre a Intolerância, principalmente, no que diz respeito à intolerância religiosa, até hoje fonte de problemas e violências no mundo em que vivemos. Nosso recorte temático procura abranger o debate em torno da Intolerância religiosa durante os 285 anos de existência do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição no mundo português, entre 1536-1821, uma das fontes privilegiadas para tipificar a intolerância.

Este minicurso é resultante não apenas de nossas pesquisas de mestrado e doutorado, mas ainda, de reflexões e discussões realizadas pelos proponentes sobre a temática da Intolerância e da Inquisição, bem como a projeção pelo tempo, de elementos como o autoritarismo, a coerção impositiva de idéias e ideologias, depois transmutadas em comportamento e violências que acabaram se institucionalizando.

Discutiremos as causas do surgimento do Tribunal do Santo Ofício no mundo português, analisando seu processo de instauração e estruturação, formas de atuação, objetivos e processos relativos a desvios comportamentais no tempo. O curso busca ainda traçar um panorama inicial da presença inquisitorial no Brasil, apontando suas motivações e objetivos, assim como as transformações sociais causadas pela vigilância inquisitorial nas áreas das Visitações, bem como das críticas e apoios recebidos pela Inquisição, evidenciando seus desdobramentos. Os cristãos novos, cuja presença parece ter sido o mais significativo pretexto para a instalação da Inquisição portuguesa, assim como suas principais vítimas ao longo dos quase três séculos de existência do Tribunal, são exemplos privilegiados para o estudo do processo da intolerância social e religiosa.

A documentação que ficou da ação do Santo Ofício – confissões, denúncias, processos – em decorrência de suas visitações ao Brasil (1591-95, 1618-20 e 1763-69), aliado a fontes bibliográficas e iconográficas, torna-se o material básico para a realização deste curso, além de fonte riquíssima e indispensável para o trabalho do historiador que estuda o Brasil colonial.

Programa:

  1. Os cristãos-novos: os judeus não-judeus e os não-judeus judeus: O tempo dos judeus na Ibéria; Marranos em Espanha e Portugal; Os neoconversos na sociedade luso-brasílica.
  2. Cristãos-novos no Brasil: A influência judaica na formação da sociedade brasileira; Cristãos velhos e cristãos-novos: uniões e conflitos; Os cristãos-novos no Nordeste – séculos XVI e XVII; Os cristãos-novos no Rio de Janeiro – século XVIII; Resistência judaica e criptojudaísmo.
  3. A Inquisição no Reino: Causas para o surgimento da Inquisição Moderna; A Inquisição e seu tempo; Os símbolos da Inquisição e de seu poder de dominação; O Caso Espanhol e o caso português: semelhanças e diferenças; Estruturação e expansão da Inquisição; Os monitórios inquisitoriais. Outras experiências: a Inquisição Calvinista. Declínio e término da Inquisição Moderna.
  4. A Inquisição no Brasil – causas, momentos e personagens: Causas para a presença da Inquisição na luso-américa; Principais vítimas e heresias; A perseguição aos neoconversos; As visitações ao Brasil: 1591-95, 1618-21 e 1763-69; A Inquisição em Minas Gerais; Processos contra brasileiros; Estudos de Casos; Transformações sociais e principais envolvidos.
  5. Sobre a Inquisição na sala de aula: Inquisição sobre a Inquisição; Reflexos atuais do Santo Ofício; Inquisição como fonte para o Brasil Colonial.

Bibliografia básica:

ALCALÁ, Angel (org.). Inquisición española y mentalidad inquisitorial. Barcelona: Editorial Ariel, 1984.

ARAÚJO, Emmanuel. O Teatro dos Vícios: Transgressão e transigência na sociedade urbana colonial. 2ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1997.

ASSIS, Angelo Adriano Faria de. MACABÉIAS DA COLÔNIA: Criptojudaísmo feminino na Bahia – Séculos XVI-XVII. São Paulo: Alameda, 2014.

AZEVEDO, J. Lúcio. História dos Cristãos-Novos Portugueses. 3a ed. Lisboa: Clássica Editora, 1989.

BETHENCOURT, Francisco. História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália. Lisboa: Printer Portuguesa, 1996.

CENTENO, Yvette Kace (coord.). Portugal: Mitos revisitados. Lisboa: Edições Salamandra, 1993.

COELHO, António Borges. Cristãos-Novos Judeus e os Novos Argonautas. Lisboa: Editorial Caminho, 1998.

COSTA PÔRTO, José da. Nos tempos do visitador; subsídio ao estudo da vida colonial pernambucana, nos fins do século XVI. Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1968.

DINES, Alberto. Vínculos do fogo: Antônio José da Silva, o Judeu, e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil. 2a ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

FEITLER, Bruno. Inquisition, juifs et nouveaux-chrétiens au Brésil. Le Nordeste, XVIIIe et XVIIIe siècles. Louvain: Leuven University Press, 2003.

FERREIRA DA SILVA, Lina Gorenstein & TUCCI CARNEIRO, Maria Luiza (orgs.). Ensaios sobre a Intolerância. Inquisição, Marranismo e Anti-Semitismo. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2002.

FERRO TAVARES, Maria José Pimenta. Judaísmo e Inquisição – Estudos. Lisboa: Editorial Presença, 1987.

GONSALVES DE MELLO, José Antônio. Gente da Nação: Cristãos-novos e judeus em Pernambuco, 1542-1654. 2ª ed. Recife: FUNDAJ, Editora Massangana, 1996.

HERCULANO, Alexandre. História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal. Lisboa: Livraria Bertrand, 1975, 3 vols.

LIPINER, Elias. Os Baptizados em Pé – Estudos acerca da origem e da luta dos cristãos-novos em Portugal. Lisboa: Vega, 1998.

LIPINER, Elias. Terror e Linguagem. Um Dicionário da Santa Inquisição. Lisboa: Círculo de Leitores, 1999.

MATTOS, Yllan de. A última Inquisição: os meios de ação e funcionamento do Santo Ofício no Grão-Pará pombalino (1750-1774). Barueri: Paco editorial, 2012..

NAZÁRIO, Luiz. Autos-de-fé como espetáculos de massa. São Paulo: Humanitas/EDUSP, 2005.

NOVINSKY, Anita W. Cristãos Novos na Bahia: 1624-1654. São Paulo: Perspectiva/Ed. da Universidade de São Paulo, 1972.

PASTORE, Stefania. Il vangelo e La spada: l’Inquisizione di Castiglia e i suoi critici (1460-1598). Roma: Edizione di storia e letteratura, 2003.

PIERONI, Geraldo. Os Excluídos do Reino: A Inquisição portuguesa e o degredo para o Brasil Colônia. Brasília: Editora Universidade de Brasília; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado, 2000.

RIBEIRO, Benair Alcaraz Fernandes. Simbologias de um poder: Arte e Inquisição na Península Ibérica. São Paulo: Annablume, 2010.

SCHWARTZ, Stuart. Cada um na sua lei: tolerância religiosa e salvação no mundo atlântico ibérico. São Paulo/Bauru: Companhia das Letras/EDUSC, 2009.

SIQUEIRA, Sonia A. A Inquisição Portuguesa e a Sociedade Colonial. São Paulo: Ática, 1978.

VAINFAS, Ronaldo. Trópico dos Pecados: moral, sexualidade e Inquisição no Brasil. 2ª ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997.

VALENTE, Michaela. Contro l’Inquisizione: il dibattito europeo. Secc. XVI-XVIII. Torino: Claudiana, 2009.

VILAR, Gilberto. O Primeiro Brasileiro: Onde se conta a história de Bento Teixeira, cristão-novo, instruído, desbocado e livre, primeiro poeta do Brasil, perseguido e preso pela Inquisição. São Paulo: Marco Zero, 1995.

VOLTAIRE. Cândido. Tradução Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

WIZNITZER, Arnold. Os Judeus no Brasil Colonial. São Paulo: Pioneira/EDUSP, 1966.

 

 

Minicurso 4 – Os Periódicos e a História no Brasil Oitocentista

Responsável: Profa. Dra. Milena da Silveira Pereira (Pós-doutoranda no PPGH/ UNESP campus Franca – PNPD/Capes)

O curso discutirá o papel da imprensa periódica na construção da história brasileira oitocentista, destacando como os historiadores tem recorrido a esse corpus documental para produzir e organizar o passado. O curso será dividido em duas abordagens principais: o periódico como fonte para o historiador e o lugar desses impressos na cultura escrita brasileira.

Bibliografia:

AZEVEDO, Moreira de. Origem e desenvolvimento da imprensa no Rio de Janeiro. R.IHGB, Rio de Janeiro, tomo XXVIII, 2. parte, 1865.

DARNTON, Robert. O beijo de Lamourette – mídia, cultura e revolução. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1972.

FOUCAULT, Michel. L’ordre du Discours. Leçon inaugurale au Collège de France prononcée le 2 décembre. Paris: Éditions Gallimard, 1971.

FREITAS, Afonso A. de. A Imprensa Periódica de São Paulo. Desde os seus primórdios em 1823 até 1914. São Paulo: Typ. do Diário Oficial, 1915.

LACAPRA, Dominick. History & criticism. Ithaca: 1985.

LUSTOSA, Isabel. (org.). Imprensa, História e Literatura. Rio de Janeiro: Edições Casa de Rui Barbosa, 2008.

PRIMEIRO centenário da imprensa periódica no Brasil. R.IHGB, Rio de Janeiro, tomo especial, v. I, parte 1, 1908.

RIZZINI, Carlos. O livro, o jornal e a tipografia no Brasil: 1500-1822. Rio de Janeiro: Kosmos, 1946.

SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

VEYNE, P. Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história. 4. ed. Brasília: UNB, 1998.

VIANA, Hélio. Contribuições à história da imprensa brasileira: 1812-1869. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1945.

Simpósios Temáticos aprovados

Seguem aqui listados os resumos dos STs aprovados para a XX Semana de História.  Lembramos que graduandos (em iniciação científica), pós-graduandos, pós-graduados e docentes estão convidados a apresentarem suas propostas de trabalho para os simpósios selecionados. As comunicações serão orais, com tempo médio de apresentação de 15-20 minutos, para todos os níveis de formação. Para submeter seu resumo, preencha o fomulário de inscrição neste link. São obrigatórios título, texto de até 500 caracteres e três palavras-chave, bem como a indicação de até dois STs de interesse. A seleção dos trabalhos é de inteira responsabilidade dos coordenadores dos STs.

ST 1 – Culturas políticas nas Américas: intelectuais e partidos, novos mundos e interpretações

Coordenadores: Prof. Me. Fred Maciel (Doutorando – Unesp/Franca)/ Prof. Me. Victor Augusto Ramos Missiato (Doutorando – Unesp/Franca)

Inserido na perspectiva da renovação da História Política, o conceito de cultura política permite compreender os comportamentos políticos no decorrer dos processos históricos, apresentando-se como um fenômeno de múltiplos parâmetros. Essa ferramenta presente na “Nova História Política”, com seus novos problemas, abordagens e objetos, trouxe consigo novas fontes e padrões de narrativa, interpretando a ação dos homens no campo do político, reconhecendo-se a pluralidade e a inserção da longa duração nos fenômenos que envolvem esses campos em particular. Nesse sentido, pensar a atuação e o papel de intelectuais e partidos políticos, enquanto atores sociais e redes de sociabilidade, inseridos nesse quadro de renovação, auxilia-nos a perceber esses novos mundos (re)criados com os também novos olhares sobre a política e o político. Diante de nosso enfoque, tal instrumento vem servindo de análise para se compreender os processos políticos nas Américas, onde as relações políticas historicamente foram e são conturbadas. Assim, o presente simpósio abrirá espaço para apresentações de trabalhos que explorem temáticas em torno das múltiplas culturas políticas presentes nas Américas, bem como análises dos intelectuais e partidos em referido cenário.

ST 2- Política Externa e Relações Internacionais do Brasil no “Longo” Século XIX

Coordenadores:  Prof. Me. Daniel Rei Coronato (Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas) / Prof. Me. Gilberto da Silva Guizelin (Doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da UNESP/Franca.)

Nas duas últimas décadas temos assistido a um crescimento quantitativo e, sobretudo, qualitativo da produção cientifica acerca da inserção internacional do Brasil e de sua política externa. Conquanto sejam predominantes os trabalhos formulados com base num recorte temporal mais presentista, isto é, baseados em questões contemporâneas ou encetados no estudo de questões transatas, porém, de rastros ainda recentes, é digno de nota a renovação dos estudos voltados para o mapeamento e a compreensão dos interesses e do posicionamento internacional do Brasil perante o mundo quer no final do período colonial, quer entre a conquista da independência e a consolidação do Estado nacional, quer na transição da Monarquia para a República. Posto isto, este simpósio temático tem por pretensão reunir pesquisadores cujos trabalhos versem sobre os aspectos da história das relações internacionais do nosso país no “longo século XIX brasileiro”. Principiado em 1808, data da transferência da família real portuguesa e do início do processo de interiorização da metrópole, o “longo século XIX brasileiro” estendeu-se, grosso modo, até 1930, quando se assiste a derrocada do regime oligárquico de traços inquestionavelmente oitocentistas. São bem vindas, destarte, comunicações que por meio de um enfoque interdisciplinar, próprio dos estudos em política externa, valorizem e problematizem a discussão em torno de pontos cardinais da agenda internacional do Brasil Joanino, do Brasil Império ou do Brasil do tempo da República Velha.

ST 3 – Imprensa nos séculos XIX e XX: linguagens políticas e construções identitárias

Coordenadores: Prof. Me. Carlos Antonio dos Reis (Doutorando –Unesp-Franca) / Prof. Me. Estevão de Melo Marcondes Luz (Doutorando –Unesp-Franca).

Temos por objetivo central, no presente simpósio temático, reunir pesquisadores de diferentes níveis (graduação e pós-graduação) cujos interesses se voltem para a utilização da imprensa periódica (jornais e revistas) como espaço privilegiado no processo de construção do saber histórico. Tanto como fonte, quanto como objeto, a imprensa tem se mostrado, já de longa data, fundamental para a compreensão dos mais diversos aspectos sociais, culturais e políticos dos últimos séculos, tanto em suas configurações e especificidades locais, regionais e nacionais, como internacionais. Os registros pelo periodismo possibilitam o escrutínio dos variados caracteres identitários a serem debatidos, de modo que propomos reunir trabalhos sobre as variadas relações que se estabelecem em diferentes tipos de periódicos (político-partidários, operários, de imigrantes de diferentes nacionalidades, de gênero, etc.), no intuito de perscrutar os tipos de linguagens políticas adotadas, bem como a ampla gama de identidades sociais construídas/negociadas em função das mesmas. O recorte temporal a ser adotado abarca, preferencialmente, os séculos XIX e XX.

ST 4 – Formas de se contar o passado

Coordenadores: Profa. Dra. Milena da Silveira Pereira (Bolsista de Pós-doutorado PNPD/CAPES) / Profa. Dra. Michelle Souza e Silva

A relação entre a história e as diversas linguagens que o homem utiliza para expressar as relações que mantém com o mundo circundante (literatura, música, cinema, religião, política, etc.) tem se tornado cada vez mais foco da atenção do historiador contemporâneo. Pensar as linguagens não apenas como meio de expressão da experiência humana, mas como objeto incontornável para entendermos a própria historicidade das formas de conhecimento e construção do passado, só se tornou possível a partir de uma redefinição dos rumos do conhecimento histórico. Este redimensionamento ampliou as possibilidades de se contar o passado e abriu o caminho para novas abordagens. Assim, a segunda edição deste simpósio pretende reunir trabalhos completos ou em estágio de elaboração que exploram essa relação entre o mundo e a linguagem e buscam entender como diferentes épocas registraram suas realidades.

ST 5 – Civilização e modernização no Brasil dos séculos XIX e XX

Coordenadores: Prof. Me. Renato Aurélio Mainente (Doutorando- UNESP/Franca) / Prof. Me. Vinicius Cranek Gagliardo (Doutorando- UNESP/Franca)

O objetivo desse simpósio temático é fomentar o debate em torno das ideias de civilização e modernização no Brasil dos séculos XIX e XX. O ideal de progresso nacional, desde o início do Oitocentos, motivou ações e projetos nas mais diversas esferas sociais e culturais – artes, letras, ciências, instituições –, produzindo impactos significativos na sociedade brasileira, seja pela circulação e difusão de padrões de conduta e de urbanidade por meio de periódicos, seja pela fundação e criação de instituições encarregadas de formar e educar a população. Tais projetos veicularam ideais específicos de civilização e modernização, inspirados, em grande parte, nos existentes no Velho Mundo. Tratava-se, assim, de construir em solo brasileiro novos modelos de subjetivação e normatização dos indivíduos, ou seja, de propagar novos valores de civilidade e modernidade que dessem conta de formar uma sociedade que se pretendia cada vez mais urbana. Dessa forma, este simpósio pretende abrir espaço à discussão dos mais variados projetos de civilização e modernização do Brasil, entre o início do século XIX e as primeiras décadas do século XX, enfatizando, inclusive, as contradições, resistências e tensões presentes nestes processos.

ST 6 – Impérios Ibéricos no Antigo Regime: política, sociedade e cultura.

Coordenadoras: Professora Doutoranda em História Beatriz Carvalho dos Santos (UFJF) / Professora Doutoranda em História Daniela Rabelo Costa Ribeiro Paiva (UFRRJ).

Um dos principais pontos sublinhados pelas atuais perspectivas historiográficas diz que os impérios ibéricos na forma de ser da sua administração, governação e vivência sociocultural no ultramar reproduzem as estruturas que dão forma e conteúdo ao Antigo Regime nos seus respectivos reinos. Além disso, as pesquisas históricas recentes destacam a natureza pluricontinental e compósita dessas monarquias, sem deixar de levar em conta as particularidades da sociedade portuguesa e espanhola na Época Moderna. E ainda defendem que a ordem sinodal, corporativa e jurisdicional caracteriza, dá vida e dinâmica ao Antigo Regime ibérico. Nesse cenário, as mais diferentes expressões da cultura escrita ocuparam um papel de destaque, especialmente quando se mostravam afinadas a lógica sócio-política descrita. A luz dessas perspectivas historiográficas, o simpósio temático tem como objetivo oferecer um espaço de debate para as pesquisas que se dedicam ao estudo dos reinos ibéricos e das suas conquistas ultramarinas nos séculos XVI ao XVIII. Privilegiaremos aquelas pesquisas que abordam a cultura escrita e utilizam como fontes impressos produzidos na época, tais como relatos de viagem, combates, estradas régias e de festas, descrições, memoriais, tratados, diálogos, entre outros. E que também discutem a importância política, cultural e social desses impressos no Antigo Regime tanto para escritores e impressores quanto para as monarquias ibéricas. O simpósio temático é proposto pelo grupo de pesquisa homônimo certificado pelo CNPq.

ST 7 – A religiosidade e a conquista de outros mundos

Coordenadores: Prof. Me. Rafael Afonso Gonçalves (Doutorando – UNESP/Franca) / Profa. Me. Simone F. Gomes de Almeida (Doutoranda – UNESP/Franca).

Este simpósio temático tem como objetivo reunir pesquisas, já concluídas ou ainda em desenvolvimento, que abordem formas de apropriação de outros mundos a partir de discursos religiosos. Os “outros mundos” tratados aqui podem adquirir uma polissemia tão ampla quanto os objetivos de clérigos ou leigos piedosos que procuraram denotar a partir experiências diversas um sentido transcendental, cujo fim almejava uma relação com o divino. Seja através da conquista da América, da exploração da mão de obra africana e das riquezas da Ásia, ou até mesmo da forma como olhávamos para a terra e o céu, em busca dos melhores caminhos e das influências dos astros ou de uma vida além da morte, o discurso religioso procurou não apenas explicar a condição dos homens e mulheres, mas também modificar seu comportamento, arregimentar seus costumes, enfim, construir uma sociedade em acordo com preceitos considerados sagrados. Ao colocar tais temas no centro das discussões, este simpósio pretende examinar o papel da religiosidade para o entendimento ou mesmo para justificação de intervenções alhures que tanto contribuíram para a definição do mundo que lhes era próprio.

 

ST 8 – Autoritarismo, memória e resistência

Coordenadores: Prof. Me. Crhistophe Barros dos Santos Damázio (Doutorando em História – UNESP/Franca) /Prof. Me. Fabricio Trevisan (Doutorando em História – UNES/Franca)

Os regimes autoritários tem sido alvos de muitos estudos por parte dos historiadores, especialmente por aqueles dedicados aos estudos de História Política. Entretanto, com o advento da Nova História Política, que valoriza sobremaneira o diálogo com a História Social e a utilização de novas fontes para o estudo do político, os regimes autoritários tem chamado a atenção de estudiosos de outras vertentes. As formas de resistência contra o autoritarismo e a maneira como as mesmas ajudam a compor os espaços da memória individual e coletiva em determinado período tem sido alvo de interesse crescente no meio acadêmico. Nesses estudos, manifestações da literatura, imprensa e arte tem sido cada vez mais estudadas como mecanismos de resistência ao autoritarismo e onde, concomitantemente, representações da memória individual e/ou coletiva se manifestam. Além do autoritarismo político imposto por Golpes de Estado e regimes de exceção, entendemos que as lutas de grupos socialmente excluídos e discriminados contra o status quo também configuram formas de resistência contra o autoritarismo dos grupos socialmente dominantes. Acerca esse tipo de dominação, os estudos de Gênero, História Social e Cultural tem valorizado os espaços de memória onde esses grupos criam seus mecanismos de identificação e diferenciação, buscando o respeito da sociedade a essas diferenças e o reconhecimento de uma igualdade civil, jurídica e social. Devido a esse caráter multidisciplinar dos estudos referentes ao autoritarismo, neste simpósio são bem vindas análises sobre as variadas formas que indivíduos e grupos sociais encontraram para resistir às imposições dos regimes de exceção e dos grupos sociais dominantes e como tais formas ficaram registradas na memória individual e/ou coletiva.

ST 9 – Diálogos sobre historiografia e documentações materiais e/ou textuais da Antiguidade

Coordenadoras: Profa. Dra. Helena Amália Papa (Pesquisadora do G.LEIR – UNESP/Franca – Grupo do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano – CNPq) e Profa. Me. Natália Frazão José (Doutoranda em História – FAPESP, PPGH – FCHS – UNESP/Franca).

As investigações históricas que elegem a Antiguidade como suas protagonistas devem estar atentas às especificidades apontadas pela temporalidade histórica em questão. Os especialistas no estudo da História Antiga, os antiquistas, são aqueles que possuem a formação específica voltada para a análise das características peculiares da Antiguidade, temporalidade com particularidades sem analogias no pensamento e sociedades modernas e contemporâneas. Este simpósio temático tem por objetivo discutir historicamente as documentações materiais e/ou textuais da Antiguidade, bem como a história que está sendo produzida acerca das questões que envolvem esse contexto. Sendo assim, pesquisadores e estudantes da Antiguidade são convidados a apresentar trabalhos nas variadas dimensões que permitem a análise das sociedades antigas enquanto objeto de estudo histórico, a saber: religião, administração, legislação, organização política, filosofia, guerra, sexualidade, dentre outras. Tais estudos podem enfocar as documentações e/ou discutir e analisar problemáticas apontadas pela historiografia especializada. Nesse sentido, a fim de fomentar a discussão acerca da construção do conhecimento da Antiguidade serão aceitos trabalhos nas mais variadas fases de pesquisa.

 

ST 10 – Dimensões do viver em colônias:  mestiçagens culturais e religiosas no mundo ibérico (XV-XIX)

Coordenadores: Prof. Dr. Angelo Adriano Faria de Assis (Universidade Federal de Viçosa (UFV) / Prof. Dr. Gian Carlo de Melo Silva (Universidade Federal de Alagoas (UFAL) / Prof. Dr. Yllan de Mattos (Universidade Estadual Paulista (UNESP-Franca)

A sociedade colonial era, a um só tempo, assentada em hierarquias, privilégios, honras e apreços, mas também intimamente marcada por uma lógica comercial, monetária e igualmente religiosa, amiúde costurada pelo escravismo. Esta lógica comercial e escravocrata, no mínimo, flexibilizava as relações sociais, diferenciando, garantindo especificidade e tensionando a lógica do Antigo regime, sem, contudo, rompê-la. Assim, o cotidiano da colonização acabou imprimindo as diretrizes da ação da política metropolitana, em um esforço contínuo e aleatório de adaptação das regras à prática. A construção deste universo, reinventado como mundo colonial, é multifacetada, miscigenada e fragmentada, mas também – e por isso mesmo – estimulou as capacidades de invenção e reconstrução. Nesse sentido, o Simpósio Temático Dimensões do viver em colônias:  mestiçagens culturais e religiosas no mundo ibérico (XV-XIX) tem como objetivo analisar as relações entre norma, prática e costume nos mundos coloniais e metropolitanos ibéricos sob a ótica das misturas culturais e religiosas.

ST 11 – Caminhos e histórias do cativeiro no América Portuguesa (séculos XVI-XIX)

Coordenadora: Prof. Me. Ana Carolina de Carvalho Viotti (Doutoranda – UNESP/Franca)

A empresa escravista é, indubitavelmente, das mais presentes e duradouras de quase quatrocentos dos anos iniciais da história do Brasil. Não é, entretanto, uma empresa estática; ao contrário, sua dinâmica e adequabilidade aos diferentes momentos econômicos, políticos e sociais dos períodos colonial e imperial conferiram-lhe força para dar as cores de um complexo sistema de compra, venda e utilização de braços e almas negras nessas terras. Em vista disso, a proposta deste simpósio é discutir as múltiplas facetas concernentes ao negro escravizado na porção lusa da América: do transporte ao desembarque, do trabalho ao descanso, da alimentação, saúde e vestimentas à falta desses itens, do cativeiro às tentativas – efetivas ou não – de libertar-se, dos castigos aos ritos fúnebres que os envolviam, entre outros. Diante desse vasto leque de temas que se referem ao cotidiano do cativo no Brasil e das múltiplas abordagens a eles conferidas pela historiografia especializada, a presente proposta objetiva reunir pesquisadores com trabalhos em desenvolvimento ou recentemente concluídos.

Programação completa de conferências

Disponibilizamos, com muita satisfação, a programação completa de conferências da XX Semana de História – A Escravidão e os Novos Mundos​. Além dos professores anteriormente confirmados, comporão também o evento Mary Karasch, Professora Emérita da Oakland University, e o Edward Rugemer, Professor Doutor do Departamento de Estudos Afro-americanos da Yale University.

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Informações sobre a inscrição de comunicações em ST, em minicursos e como ouvintes, com prazos e valores, serão divulgadas na próxima semana.